Tuas artimanhas...
tão poderosas eram.
Envolviam, conquistavam
me levavam a sonhos impossíveis
dominada, submissa, tua...
Me entreguei de alma ao teu prazer
ao teu desejo carnal, brutal
de palavras toscas, grosseiras
que aos meus ouvidos surdos, tapados,
eram brisas suaves me acariciando
Fiquei aquém, além das palavras que inventei
do desejo que senti de seduzir, gemer,
arder na paixão insana, falsa que criei
Enfrento o desamor que mal disfarcei
Entre mim e a noite fica o que escondi
Perante mim agora, eu mesma ..
como sou... sozinha
sem artimanhas